As discussões coletivas nas aulas de matemática: um espaço para as conceitualizações. Reflexões de uma investigação didática
Mots-clés :
Didática da matemática, discussões coletivas, proporcionalidade direta, investigação didáticaRésumé
Este artigo apresenta os resultados de uma investigação didática iniciada em 2023 no ateliescola acaia, cujo foco recai sobre o papel das discussões coletivas em sala de aula nos processos de conceitualização matemática. A investigação analisou os procedimentos mobilizados por estudantes na resolução de problemas matemáticos no contexto de duas sequências didáticas, desenvolvidas com turmas de 7º e 8º anos do Ensino Fundamental, tendo como eixo central a proporcionalidade direta.
O estudo buscou compreender as transformações que ocorrem nas ideias iniciais dos estudantes quando estes são convidados a comunicar seus procedimentos aos colegas, a analisar estratégias produzidas em pequenos grupos e a comparar diferentes resoluções para uma mesma situação-problema. Para isso, foram analisados registros audiovisuais das aulas, transcrições de falas entre alunos e professores, produções escritas dos estudantes e registros reflexivos dos docentes.
Os resultados indicam que as discussões coletivas, quando intencionalmente planejadas e mediadas pelo professor, constituem-se como espaços privilegiados para a explicitação de procedimentos, a confrontação de ideias e a reorganização das compreensões dos estudantes. Nessas condições, tais discussões contribuem para a construção de conhecimentos matemáticos mais elaborados e para o desenvolvimento de aprendizagens significativas.
Références
Balacheff, N. (2000). Procesos de prueba en los alumnos de matemática. Universidad de los Andes.
Baroth, M. (2021). El análisis de las huellas de la actividad: Un aporte a los procesos de profesionalización. In L. Pereyra e A. Calderón (eds.), Didáctica profesional y trabajo docente (pp. 375-386). UNIPE: Editorial Universitaria.
Bednarz, N. (2013). Recherche collaborative et pratique enseignante: Regarder ensemble autrement. L’Harmattan.
Brousseau, G. (1998). Fundamentos e métodos da didática da matemática (L. Oliveira, Trad.). Ática.
Castorina, J. A. (2021). El estudio de las representaciones sociales en el contexto didáctico. In A. Roso et al. (eds.), Mundos sem fronteiras: Representações sociais e práticas psicossociais (pp. 385-413). ABRAPSO.
Quaranta, M. E. e Wolman, S. (2006). Discussões nas aulas de matemática: O que, para que e como se discute. In M. Panizza (ed.), Ensinar matemática na educação infantil e nas séries iniciais: Análise e propostas. Artmed.
Roditi, E. (2004). La résolution de problèmes professionnels, une modalité de formation continue des enseignants (Cahier DDIREM nº 44). Université Paris VII. http://www.eroditi.free.fr
Sadovsky, P. (2005a). O espaço social da sala: Condição propícia para a produção de conhecimento. In O ensino de matemática hoje: Enfoques, sentidos e desafios (pp. 57-83). Ática.
Sadovsky, P. (2005b). La teoría de situaciones didácticas: Un marco para pensar y actuar en la enseñanza de la matemática. In H. Alagia e P. S. Bressan (eds.), Reflexiones teóricas para la educación matemática (pp. 13-65). Zorzal.
Schubauer-Leoni, M. L. (1997). Entre théories du sujet et théories des conditions de possibilité du didactique: Quel “cognitif”? Recherches en Didactique des Mathématiques, 17(1), 7-27.
Sensevy, G. (2015). Apprendre : Faire apprendre. Revue française de pédagogie, (192). https://doi.org/10.4000/rfp.4846
Vergnaud, G. (1996). A teoria dos campos conceituais. In J. Brun (ed.), Didática das matemáticas (pp. 155-191). Artes Médicas.



Creative Commons 4.0 Internacional (Atribución-No comercial-Compartir